Duas novas exposições na casa da Cultura de Paraty

Duas novas exposições na casa da Cultura de Paraty

Meninas coletoras de flores, Pho Bang, Haa Giang, Vietna

Casa da Cultura de Paraty reúne céu, mar e silêncio em duas novas exposições

Selecionadas pela Convocatória 2026 de artes visuais, as exposições “Onde o Céu Encontra o Mar”, do coletivo Exocetídeos, e “Luz e Silêncio – Retratos do Vietnã”, do fotógrafo Felipe Diehl estreiam na noite de 9 de outubro, a partir das 19h

A Casa da Cultura de Paraty abre, no dia 9 de outubro, duas novas exposições selecionadas pela Convocatória 2026: Onde o Céu Encontra o Mar, primeira mostra do coletivo Exocetídeos, e Luz e Silêncio –Retratos do Vietnã, do fotógrafo e artista visual Felipe Diehl. Em comum, as duas exposições propõem diferentes formas de olhar para o mundo e para aquilo que existe entre o familiar e o desconhecido, seja pela pesquisa de uma cor ou o encontro com outras culturas.

Formado por dez artistas que se encontraram no Instituto de Artes da Unicamp, o coletivo Exocetídeos tem o azul como elo e território de investigação. O nome vem de uma família de peixes-voadores que, por breves instantes, deixam a água e planam sobre o oceano —imagem que deu origem ao título da proposta.

A exposição de estreia do grupo reúne trabalhos que partem da cianotipia, processo fotográfico do século XIX  que da luz do sol e de uma solução fotossensível para criar imagens azuis e se expandem para outras linguagens, como pintura e cerâmica. Caso da obra “Dormir com os peixes”, de Beatriz Carlucci, impressa com embalagem tetra pak sobre tecido. “O azul escolheu a gente”, resume Alberto Alexandrino, um dos integrantes do coletivo, sintetizando a relação entre pesquisa, matéria e imaginário que permeia a exposição.

Entre os trabalhos apresentados está a pesquisa de Guilherme Gomes, que nasceu em Fortaleza (CE) e se mudou ainda criança para Campinas (SP). Em Presunção de naturalidade, ele utiliza a cianotipia para investigar a relação entre origem, memória e pertencimento, a partir de documentos que comprovam seu nascimento no Ceará e de imagens ligadas ao mar. O azul aparece como uma ponte entre a cidade natal e a identidade construída ao longo da vida. Para o artista, a relação com a técnica da cianotipia também passa pelo processo: “Eu gosto de ficar lá no sol, de ver a imagem se revelando, misturando os químicos. É uma técnica apaixonante”, diz.

Na mostra Luz e Silêncio – Retratos do Vietnã, Felipe Diehl apresenta 18 fotografias realizadas durante uma viagem de três meses pelo Sudeste Asiático, especialmente no Laos e no Vietnã, país que percorreu de sul a norte de moto. Acostumado a fotografar paisagens e natureza há mais de duas décadas, o artista registrou cenas de ruas, mercados, templos e, sobretudo, rostos cotidianos. “Mesmo viajando em grupo, eu buscava momentos de silêncio e saía sozinho para observar e fotografar”, diz o artista paulistano, hoje residente em Paraty Mirim. As imagens, impressas em Fine-Art sobre papel algodão, registram crianças, mulheres e idosos, com uma atenção particular às expressões naturais – como na foto “Meninas das montanhas coletoras de flores”, feita no Vietnã, em 2018. “São lugares onde a relação com a câmera ainda não é marcada pela lógica das redes sociais, o que favorece a espontaneidade”, diz Felipe.

 

Ao reunir as duas exposições, a Casa da Cultura reafirma a Convocatória como espaço de abertura para diferentes trajetórias, linguagens e formas de pesquisa nas artes visuais. Em Onde o Céu Encontra o Mar, o azul mistura história, ciência, memória e experimentação para se revelar em poesia. Em Luz e Silêncio, a fotografia cria uma aproximação entre culturas distintas a partir da observação atenta do cotidiano. Duas exposições, diversos modos de olhar e, em ambas, a possibilidade de fazer da arte uma experiência de encontro.

As exposições contam com o apoio do Estúdio 321, Insta Arts, Hahnemühle e Cassununga Cultural. Através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, a Casa da Cultura de Paraty conta com o patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale, apoio do Grupo Globo, EZZE Seguros, Innova, Farmacêutica EMS, Pousada Literária de Paraty, Fazenda Bananal, Sandi Hotel, apoio institucional da Fundação Roberto Marinho e Prefeitura de Paraty.

As exposições ficarão em cartaz até 28 de novembro de 2026, com entrada gratuita.

SERVIÇO:

Exposições Convocatória 2026
Luz e Silêncio – Retratos do Vietnã, Felipe Diehl
Onde o Céu e o Mar, Coletivo Exocetídeos 

Integrantes: Beatriz Carlucci, Alberto Rocha, Laura Fernandes, Helena Rybka, Isabella Brum, Lazuli (Lavínia Machado), Thayná Vitória Tinarelli, Giuliana Takahira, Guilherme Gomes e Henrique Gebara.

Abertura: 9 de outubro, às 19h
Até 28 de novembro

Casa da Cultura de Paraty
Rua Dona Geralda, 194, Paraty – RJ – CEP: 23970-000
Visitação: Terça a sábado, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Contato: +55 (24) 99238 4737
www.casadaculturaparaty.org

IG @casadaculturaparaty

Informações para a imprensa: Rosane Queiroz
rosanequeiroz.com@gmail.com
tel. 11 – 96081-8447

 

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