
Na noite de 3 de julho, sexta-feira, às 19h, A Casa da Cultura de Paraty inaugura as exposições Do céu ao oceano, peixes, pipas e cores, de Silvio Cezar, e Tramas da Memória – fios, fragmentos e bordados, de Teko Semente. As mostras apresentam ao público os primeiros artistas selecionados pela Convocatória 2026 de artes visuais, e dialogam com os concertos do Festival de Inverno da Casa da Música, em um fim de semana dedicado à arte, à memória e ao patrimônio cultural.
Peixes coloridos, bordados que contam histórias, violões e choros ecoando por espaços tombados. Assim começa julho na Casa da Cultura de Paraty, que abre suas portas para duas novas exposições e para o Festival de Inverno da Casa da Música, celebrando a criatividade, a cultura caiçara e o patrimônio histórico.
No dia 3 de julho, às 19h, as exposições Do céu ao oceano, peixes, pipas e cores, de Silvio Cezar, e Tramas da Memória – fios, fragmentos e bordados, de Teko Semente, marcam a abertura da programação de artes visuais de 2026 e apresentam ao público os dois primeiros artistas paratienses selecionados pela Convocatória para Exposições Temporárias, iniciativa criada para fomentar e valorizar a produção artística contemporânea em suas múltiplas linguagens.
Embora distintos em suas técnicas, Silvio Cezar, o Silvinho, e Teko Semente compartilham um olhar conectado à natureza e a cultura caiçara. Em Do céu ao oceano, peixes, pipas e cores, Silvio transforma as “totoas” — espatas de palmeiras recolhidas na natureza — em peixes de cores vibrantes, ao lado de pipas em forma de barco que evocam as tradicionais procissões marítimas de São Pedro. O resultado é um universo poético onde céu e mar se encontram em obras que celebram a imaginação, a memória e a identidade de Paraty.
Já em Tramas da Memória – Fios, Fragmentos e Bordados, Teko Semente constrói uma poética do reaproveitamento e da regeneração. A partir de retalhos, madeiras, galhos e objetos recolhidos na mata, muitos deles no sítio onde vive, Teko cria estandartes, panôs e móbiles que ressignificam materiais descartados, transformando-os em narrativas visuais e poéticas. “Eu não escrevo, eu bordo”, diz ele. Ancestralidade e natureza evocam os “desobjetos”, palavra inventada pelo poeta Manoel de Barros (uma das referências do artista) para designar aquilo que escapa à lógica da utilidade e encontra sentido na delicadeza das coisas “desimportantes”.
Nesta edição, a convocatória recebeu 203 inscrições de artistas das cinco regiões do país. Ao longo do ano serão realizadas seis exposições, sendo quatro de artistas de Paraty e duas de outras localidades do Brasil. As propostas foram avaliadas por uma Comissão Curatorial com base em critérios como qualidade artística, coerência conceitual, viabilidade técnica e diversidade de linguagens.
Arte + concertos gratuitos
A abertura das exposições acontece em paralelo ao Festival de Inverno da Casa da Música, ampliando a programação cultural da cidade. Com patrocínio do Instituto Motiva, na área de atuação da RioSP, uma empresa Motiva, e apoio Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) gestor do Museu de Arte Sacra e do Museu do Forte Defensor Perpétuo, o Festival convida moradores e visitantes a conhecer de perto o trabalho de educação musical que vem sendo realizado.
Em 3 de julho, a Orquestra de Violões, sob regência do maestro André Pantera, se apresenta na Casa da Cultura abrindo as mostras. O festival se encerra em 4 de julho, no Forte Defensor Perpétuo, com apresentação do Grupo de Choro, coordenado pelo professor Felipe Karam.
Através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, a Casa da Música de Paraty conta com o patrocínio estratégico da Vale.
Através do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, por meio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, conta com o patrocínio da Motiva.
Por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o projeto recebe apoio da Carboox. O projeto tem ainda o apoio da Taiama, grupo O Canto, Sandi Hotel, Farmacêutica EMS, EZZE Seguros e Innova por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio institucional da Prefeitura de Paraty.

Serviço:
Abertura exposições Convocatória 2026
- Silvio Cezar: do céu ao oceano, peixes, pipas e cores
- Teko Semente: tramas da Memória – Fios, Fragmentos e Bordados
Casa da Cultura de Paraty
Abertura: 3 de julho às 19h
Entrada gratuita
Rua Dona Geralda, 194, Paraty – RJ – CEP: 23970-000
Visitação: Terça a sábado, das 10h às 20h, Entrada gratuita
Contato: +55 (24) 99238 4737
www.casadaculturaparaty.org
@casadaculturaparaty
Festival de Inverno Casa da Música de Paraty
03/07, às 19h: Orquestra de Violões
Local: Casa da Cultura
Maestro: André Pantera
04/07, às 15h: Grupo de Choro
Local: Forte Defensor Perpétuo
Professor: Felipe Karam
Informações para a imprensa: Rosane Queiroz
rosanequeiroz.com@gmail.com
Tel. 11 – 96081-8447