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PARATY TURISMO
E ECOLOGIA

Casa da Cultura de Paraty
(02/07/2018)

Casa da Cultura de Paraty

Exposições de Julho/2018
Gaia e suas dimensões paralelas, de Anna Guilhermina

A artista trabalha com reconstruções fotográficas de paisagens sob uma mirada complexa, fazendo uso de variações sutis de pontos de vista que dilatam o espaço registrado. As imagens são tomadas de forma plural, ora constituindo séries, ora formando conjuntos transfigurados a partir de sobreposições das frações que compõem a imagem central.

Ao remontar as paisagens, essa “arquiteta de imagens”  recombina elementos de modo a romper a linearidade da superfície representacional, seja por meio da fragmentação, espelhamento, ou, então, pela incorporação de materiais diversos, como a madeira e cobre.

Anna Guilhermina agrega densidade criando paralelismos pela superposição de planos de imagens, materiais ou evidências iconográficas que transmitem sua postura de respeito e reverência perante à Natureza.

A obra sonora Encontro com Gaia nos coloca em contato com a experiência de mergulhar, junto com a artista, no universo sensorial das matas e riachos. Transmite a dimensão vivencial associada ao fértil potencial multiplicador simbolizado por Gaia - a Mãe Terra.
Em essência, das imersões de Anna Guilhermina na Natureza emergem obras que ressaltam o fio condutor entre a transmutação de estados na matéria.

De 06/07 a 12/08/2018
SALA DONA GERALDA



A terra que nos une, o mar que nos abraça, de
Flávio de Araújo

O poeta e escritor Flávio de Araújo é natural de Paraty, nascido em uma família de pescadores da Praia do Sono, comunidade de difícil acesso, reduto caiçara por excelência.

Filho de Euzébio, neto de Ambrósio Quirino, dois bravos do mar”, Flávio por certo herdou a oralidade na vida e na escrita dessa sua matriz caiçara. Matriz essa que é o cerne /raiz de sua poesia, vivência e saberes de onde tira inspiração e lhe dá base para ir além , de ter uma fala poética permeada de riqueza local, mas com traços marcantes de modernidade e mundo urbano também.

A natureza sempre presente, o trabalho, os costumes, as brincadeiras de criança, o ritmo de vida, a comida, a religiosidade, toda a cultura caiçara, são panos de fundo de sua poesia.

Através de sua leitura é possível entrar em contato com esse modo de viver e estar no mundo, perceber o quanto esse universo faz parte da rica diversidade da cultura brasileira. Com ela fazemos também uma viagem pelo vocabulário típico caiçara, permitindo um prazeroso encontro com a nossa própria língua, um encontro com o homem caiçara não como elemento do passado, mas como parceiro do nosso presente, inserido com suas tradições e sonhos no nosso futuro.

Falando de seu mundo, da vida caiçara, Flávio se torna universal, a identidade que aflora em seu trabalho é percebida, reconhecida e transmitida poeticamente aos leitores.

Flávio colaborava com o Jornal de Paraty desde 1999, mas foi em função da FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, que decidiu torna-se escritor, ter seus poemas editados em livro. Como Flávio mesmo conta, era motoboy, fazia suas entregas de modo a passar perto da grande tenda onde alguns dos seus autores preferidos falavam para o público. Certa feita, atropelou nada mais nada menos que o escritor e poeta britânico Benjamin Zephaniah. “Fiquei transtornado, o maior evento literário da América Latina acontecendo no quintal da minha casa e eu sem participar como devia“. Percebeu que não dava mais para adiar. Foi então que conheceu e mostrou seus poemas a Ovídio Poli Junior , criador do Selo Off Flip. Desde esse encontro em 2006, muita coisa mudou para ambos.

Após lançar seu primeiro livro de poesias, Zangareio (2008), o primeiro da editora Off Flip, Flávio teve a oportunidade de participar de diversos eventos literários em outros estados e em outros países, como Cuba e México.Tem sido autor homenageado de inúmeros projetos pedagógicos nas escolas da região além de ser curador do programa Off Flip das Letras.

Sentimos em sua poesia a presença do homem simples, e o quanto da sua força está presente nos brasileiros que buscam vencer as adversidades, na luta para a preservação de suas tradições, contra a especulação imobiliária , o turismo predatório. “Estamos em uma cidade turística, influenciada por vários movimentos, e o turismo deixa um legado às vezes bom, às vezes ruim. A cidade estava perdendo a sua oralidade e eu acho que contribuí de alguma forma para preservar, reforçar essas raízes”, é o que nos conta esse nosso poeta “prata da casa” de Paraty.

De 06/07 a 09/08/2018
SALA NATALINO SILVA



A Tradição e a Arte, Exposição Lúcio Cruz

Ele passou a infância nas ruas do Centro Histórico, onde seu pai era comerciante de loja de armarinho. Desde menino, Lúcio Cruz conviveu com as tradições, festas e manifestações desta Paraty isolada, anterior à construção da estrada Rio Santos.

É desse universo que sempre tirou inspiração para seu trabalho artístico. Iniciou fazendo máscaras de papel machê, para si e para seus amigos brincarem o carnaval. As formas de barro, encapadas com jornal e cola de farinha, fizeram parte do início de sua trajetória e descoberta artística assim como o convívio com o tio e poeta José Kleber que sempre o incentivou a trilhar o caminho das artes.

Renovando sempre sua produção artística, passou por diferentes fases, séries e coleções, sem nunca perder a sua identidade e traço característicos, seja em aquarelas, grafismos em preto e branco, oratórios de tocos de madeira reciclados ou quadros de pintura acrílica. De suas ultimas criações, temos a série “ Meu Amor”, quadros que retratam a diversidade de casais e placas em preto e branco,projeto para um livro de pintura infantil.

Realizou trabalhos como curador, como cenógrafo em diversas edições da FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, criando bonecos personagens da nossa literatura. Concebeu e executou inúmeros projetos de decoração da cidade em festivais da cachaça , em carnavais, percorrendo assim uma trajetória artística ampla e variada como seu próprio trabalho.

Muitas de suas obras são as imagens mais utilizadas para a divulgação de Paraty como destino turístico cultural, reafirmando assim a singularidade de sua produção artística e a identificação de sua obra com Paraty.


Abertura, dia 06/07/2018


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