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PARATY TURISMO
E ECOLOGIA

(06/07/2004)

Festa do Divino Espírito Santo

De 21 a 30 de maio de 2004
De 21 a 30 de maio de 2004
A mais importante manifestação religiosa da cidade. Sua comemoração é móvel, acontecendo sempre 50 dias após a Páscoa. A festa em comemoração à terceira pessoa da Santíssima Trindade acontece em Paraty há pelo menos 300 anos. É sabido que as comemorações do Divino Espírito Santo teriam chegado com os primeiros navegadores portugueses em uma nau, atravessando o oceano para o Brasil, onde a festa aconteceu à bordo, tendo inclusive um jovem grumete da tripulação sido coroado – conforme reza a tradição – imperador do Divino.

A Festa do Divino, apesar do progresso e dos anos, tem mantido suas primitivas comemorações sem desfiguração do aspecto ingênuo, religioso e popular a ela assimilado durante séculos. Nela, ainda existe a participação da folia nas procissões das bandeiras e no bando precatório. Durante a novena, a tradicional procissão das bandeiras vermelhas, tendo ao centro uma pomba branca símbolo do Divino Espírito Santo, percorre as ruas da cidade acompanhada da folia e banda de música. Na véspera da festa, sábado, persiste a distribuição de carne aos pobres e o “almoço público”, com farta distribuição de comida ao povo. À noite, durante a celebração da missa, é coroado o menino imperador. As danças folclóricas como a congada, o cateretê e a ciranda divertem o povo nas noites de sábado e domingo. O Imperador preside as cerimônias de sua festa distribuindo lembranças e medalhas, soltando da cadeia um preso comum, como indulgência imperial, e recebe as homenagens das autoridades locais e as reverências de praxe. Na parte religiosa, preside às procissões e tem assento ao lado direito do altar, em trono ricamente ornado, ostentando as insígnias imperiais: coroa e cetro de prata.

Ressalte-se que o “almoço público”, que será servido no sábado 29/05, começa a ser preparado cerca de três dias antes, pois envolve uma quantidade enorme de comida, normalmente obtida através de doações da própria comunidade. Há, na cidade, uma “equipe” de senhoras, que além de devotas do Divino são excelentes cozinheiras, e que se encarregam, todos os anos, da preparação desse almoço, composto, dentre outras coisas, por uma tradicional “farofa de feijão”, cuja receita remonta aos primórdios da cidade, quando os primeiros tropeiros subiam pela antiga trilha aberta pelos índios Guaianá, posteriormente chamada “Caminho do Ouro”, em busca das riquezas das Minas Gerais. Por sua consistência e valor nutritivo, a “farofa de feijão” constituía uma refeição excelente, fácil de transportar e pouco perecível. Alguns acreditam que dela tenha se originado o “feijão tropeiro”, prato típico da cozinha mineira.

Na área ao lado da Igreja Matriz são montadas barracas com comidas típicas, bebidas e petiscos e é lá que acontecem os eventos da programação “profana” da Festa do Divino, que inclui shows musicais, brincadeiras, torneios esportivos, entre outros, organizados pela Secretaria de Turismo e Cultura.


Maritza Bonn
Sub-Secretária de Turismo e Cultura de Paraty
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