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De 01 a 08 de Junho de 2003 |
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Atribuída
à Rainha Isabel (1271 - 1336),a Festa do Divino chegou ao Brasil
trazida pelos colonizadores e vem acontecendo em Paraty desde o século
XVIII. Realizada no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa), a festa homenageia a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Pelas suas enormes proporções, envolvendo praticamente toda a comunidade, a festa começa a ser organizada um ano antes de sua realização: escolhido pela Paróquia, um "festeiro" administra dezenas de voluntários - às vezes mais de um para cada atividade, seja religiosa ou profana. |
Este
ano, o Divino acontece de 01 a 08 de junho. São 08 dias inteiros de
missas, ladainhas, leilões, rifas, bingos, bebidas, comidas e danças
típicas, e shows musicais. É notável observar-se que o Divino vem mantendo,
ao longo dos séculos, o mesmo espírito comunitário, religioso e folclórico
dos primeiros tempos. Alguns aspectos foram adaptados à realidade local
como, por exemplo, a Folia do Divino, que foi suprimida: mas a festa
se mantém imutável nos seus princípios básicos, como na distribuição
de carnes aos pobres, comida ao povo e balas e doces às crianças: é
os portugueses chamam de "vodos" do Divino. |
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O
último fim de semana é o que mais trabalho requer: após a alvorada,
no sábado de manha bem cedo, carne é distribuída aos pobres pelos festeiros
exatamente como Dona Isabel fez 700 anos atrás. Ao meio dia, comida
e bebida são distribuídos á população. De noite, na Matriz, um adolescente
da comunidade é coroado Imperador do Divino, que assiste missa com seus
vassalos e, logo após, recebe homenagens do lado de fora da igreja,
com a apresentação da Dança das Fitas, do Xiba Cateretê, da Dança dos
velhos e dos bonecos folclóricos de Paraty: o Boi, o Cavalinho, o Peneirinha
e a Miota - ou Minhota, originária do Minho, em Portugal. |
O
Imperador e sua
corte, o festeiro e dezenas de outros devotos carregando suas bandeiras,
dão uma volta pela cidade arrecadando donativos e seguem para assistir
missa. Em seguida, o Imperador assiste à Congada (Marrá Paiá em Paraty).
Na cadeia antiga, simbolicamente ele liberta um preso. A ultima procissão
acontece à tardinha, após a qual o festeiro passa a Bandeira Mestra
para o festeiro do ano seguinte. |
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